quinta-feira, 25 de junho de 2015

Como entender que é hora de mudar?


Mudança é natural e faz parte da vida de todos. Algumas mudanças podem ser planejadas e outras, na verdade, acontecem sem escolha. Faz parte do movimento natural da vida de todos passar por períodos que vão se alterando com o tempo. Um exemplo disso é o período escolar, divididos por séries (a cada ano) e depois a saída da escolar para a faculdade e/ou trabalho. Ainda sim, no trabalho, é comum que as pessoas fiquem por alguns anos em um mesmo lugar e depois mudem par novas empresas. Há quem mude, inclusive, de atividade ao longo da carreira. Ou mesmo aqueles que executam mais de uma atividade, mudando constantemente de ação.

Entretanto, existem pessoas que hesitam mais do que outras em fazer mudanças de planos em sua vida. Há quem se acomode, e por fim, não queira sair do seu "quadrado", do que já é certo e sabido. Alguns dizem estar bem na sua zona de conforto. Na verdade, para mudar é preciso ter muita energia e disposição. As razões mais comuns para não querer mudar ou mesmo escolher adiar ao máximo essa nova fase é pela falta de planejamento, medo do novo, e incerteza do sucesso na nova etapa de vida. Toda alteração obriga atenção e dedicação para se adaptar. Nem sempre as pessoas estão prontas para isso. E nem sempre é fácil ter confiança em si que se pode ser capaz de avançar e manter o sucesso que já se tem. Quem não está centrado e pronto para o novo terá, com certeza, dificuldade de adaptação.

No entanto, ficar parado sem avanço e aprendizado não é saudável para ninguém. O movimento de superação é sempre desafiador e ao mesmo tempo estimulante. Faz bem a cabeça e nos mantem vivos. Então, como perceber que é hora de mudar de estratégia? Como saber a hora certa de realizar uma grande mudança, seja na carreira, seja na vida amorosa, seja em qualquer outra área? Segue alguns possíveis momentos:

Quando temos sonhos maiores do que nossa realidade atual
Quando se pode mais do que se tem
Quando se percebe entediado com a sensação de pouca novidade e poucos estímulos de aprendizado e superação.
A mudança é ótima para estimular a capacidade de adaptação. Quem melhor se adapta as mudanças tem mais flexibilidade para lidar com problemas, tende a ter menos estresse e ser mais ágil na tomada de decisão e capacidade de autoproteção. Viver é se equilibrar sempre. A rotina é excelente até certo ponto, pois quem faz tudo igual não é capaz de estimular a criatividade, nem mesmo superar a si próprio com leveza.

É bem importante para quem quer mudar, tomar algumas atitudes importantes. Lembre-se de estar pronto para tomar as decisões certas para que o processo aconteça. Para que a mudança se torne mais fácil de ser praticada é interessante ter algumas atitudes:

Fazer uma lista de possibilidades de mudança e novos caminhos
Ter atenção para a compreensão das razoes que lhe motivam a mudar (o que exatamente esta lhe indicando esse ou aquele caminho novo, para que quer isso?)
Pedir a observação de outras pessoas que mudaram e suas consequências. O que essa pessoa ganhou? O que ela perdeu? Afinal, mudar não é só ganhar, mas saber se é possível abrir mão do que se perde. Você está disposto a deixar para trás o que?
Adaptar as histórias de sucesso observadas à sua vida e realidade pessoal. Como essas pessoas que você conhece se deram bem mudando e como você terá seu objetivo concretizado? Quais as diferenças que devem ser levadas em conta para isso?
Agora que você tem essas novas informações sobre mudança em mãos, planeje com atenção seus próximos passos e que suas escolhas sejam de sucesso!

Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 18 de junho de 2015

4 dicas para ter mais energia já


A mestre em acupuntura Gillian Terry, da Clínica Glendale, dá as dicas simples para impulsionar seus níveis de energia.

1. Durma bem
Uma boa noite de sono é essencial para o sentir-se disposto e alerta. Evitar jantar tarde da noite evita que nosso corpo gaste energia para digerir uma refeição pesada quando ele deveria estar descansando.

2. Não exagere nas sonecas
Dormir muito não vai te fazer sentir-se revigorada, você precisa diariamente de 7 a 8 horas de sono. Não adianta dormir um dia inteiro para “repor o tempo perdido”. Passar um dia inteiro dormindo vai fazer com que você se sinta preguiçosa.

3. Relaxe
A correria do dia a dia não está deixando você dormir? Se você está na cama e não consegue pregar os olhos, use o polegar e o indicador para massagear o glóbulo das suas orelhas, esta região é um dos pontos mais relaxantes do corpo.

4. Alimente-se bem
Comer bem é fundamental para recarregar as baterias. Então, mantenha o foco e não dispense as três refeições mais importantes do dia: café da manhã, almoço e jantar. Porém, fique de olho na qualidade e quantidade de alimentos consumidos, comer em excesso é contra produtivo e nos faz gastar muita energia com a digestão.


Fonte: Brasil Post

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Alimentos que você pode replantar


Quem gosta de cozinhar sempre precisa estar indo ao mercado ou feira para comprar aquelas mesmas verduras básicas. Pode parecer obvio, mas por que comprar quando podemos simplesmente plantar em casa?

Ter uma pequena horta em casa é não só econômico, como prático e benéfico para a natureza. Deixe de lado a lista de compras e confira a seguir alguns alimentos que você pode replantar uma vez e nunca mais precisar comprar.

Manjericão
Perfeito para molhos, pizzas e outras receitas, o manjericão é o curinga da cozinha. Para replantar, separe mais ou menos três pares de hastes, corte-as com uns 10 a 15 cm e escolha as mais bonitas.

Depois, retire as folhas da parte de baixo, também as flores, deixando apenas algumas folhas na parte superior. Coloque num copo de vidro com água até a metade e deixe num lugar ensolarado, trocando a água de dois em dois dias.

Quando as raízes estiverem com o tamanho de 2 cm  é hora de replantar num vaso médio, grande ou numa floreira, pois ele precisa de espaço e de sol.

Hortelã

Funciona da mesma forma que o manjericão. Depois precisa ser plantada também em um vaso maior e com furos em baixo, pois necessita de solo drenado e de muita água. Em nenhum momento a terra poderá ficar seca, cuidado!

Alecrim

Também funciona da mesma forma que o manjericão. Plante os galhinhos em um vaso com furos em baixo para drenar a água, numa mistura de 2/3 de areia grossa e 1/3 de terra musgo.

É importante não regar demais e manter a planta em um local ensolarado. Vá cortando os galhinhos quando precisar, depois replante de novo. Também funciona com o coentro.

Erva Cidreira

Consiga cinco ou seis talos, deixe na água até criar as raízes e passe para o vaso com a terra já preparada. Ela suporta bem o sol, deve ser regada normalmente.

Cebolinha

Separe toda a parte branca da cebolinha e mais um pedacinho da parte verde. Coloque dentro de um copo com água, cobrindo cerca de 2,5 cm (a parte branca). Deixe num local ensolarado e dentro de poucos dias, terá cebolinhas!

Batatas e Batatas doces

São as mais fáceis. Deixe as batatas em um ambiente fresco e com sombra que logo os brotinhos começam a aparecer. Para prantar, basta cortar cada raiz de batata com um pedaço da verdura e plantar os pedaços a cerca de 8 centímetros de profundidade. Deixe as raízes para cima e cobertas com terra.


Fonte: Vila Mulher

terça-feira, 2 de junho de 2015

Livros antiestresse para colorir viram moda



Quem disse que livros para colorir são coisa de criança? Com a correria e o estresse do dia a dia, há cada vez mais adultos adeptos dos livros para colorir.

Novidade nas livrarias brasileiras, os livros para colorir, conhecidos também como livros de arteterapia, tem chamado a atenção de adultos por seus benefícios, como o controle da ansiedade e o alívio e redução do estresse.

Para a psicóloga Eliane de Oliveira, a prática de colorir gera bem-estar, tranquilidade e também estimula áreas do cérebro relacionadas a habilidades motoras, os sentidos e a criatividade. “Quando estimulamos atividades relacionadas a nossa infância, como o simples ato de pintar, nos conectamos com nosso passado e as lembranças que causam a sensação de bem-estar que tanto buscamos na fase adulta”.

Os livros para colorir também ajudam quando temos um bloqueio criativo. "Quando usamos os livros de colorir como terapia, estamos ajudando a desbloquear nossas imaginações. Ainda mais se nós nos desafiamos a colorir da maneira que queremos”, relata Eliane.

A psicóloga ainda completa que os livros funcionam como válvula de escape, assim como cozinhar, assistir TV, ler ou qualquer atividade relaxante. "Quando nos concentramos em uma atividade particular, focamos apenas nesta atividade e não em nossas preocupações pessoais".

Iniciante e adepta dessa prática, a estudante Yasmin Nasser conta que os livros ajudam a relaxar nos momentos de folga. “Estou adorando voltar a pintar, especialmente nos momentos de ansiedade e estresse, onde me desligo um pouco do mundo virtual.". Além disso, a estudante completa que os desenhos para colorir chamam a atenção pelos seus traços.“Os desenhos são lindos, fico hipnotizada, me sinto uma criança ao colorir".

Para fugir do estresse do dia a dia ou como distração, os livros para colorir são um sucesso absoluto.

Fonte: Unimed Londrina

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Plante um horta em casa


Preparar receitas e chás com ervas colhidas no quintal é especialmente saboroso: elas estão sempre frescas, livres de agrotóxicos e seu cultivo pode render bons momentos de descontração. A falta de um canteiro de terra não é problema. Em vasos, as plantas se desenvolvem muito bem e, de quebra, compõem arranjos ornamentais.AGRADO ÀS SENSAÇÕES

Como um jardim das delícias, a horta tem seu quê de sedução. Encanta pelas cores, pelas texturas e pelos aromas. Por isso, o paisagista Gilberto Elkis, autor do projeto que ilustra esta reportagem, sempre dá um tratamento ornamental a esse tipo de espaço. "Mesmo em uma varanda pequena ou em um quintal que tenha outras plantas, o interessante é criar um novo ambiente para as ervas", diz. Neste caso, ele optou por plantá-las em vasos, e não em canteiros, e mandou fazer uma plataforma para elevar os recipientes de cerâmica. Flores foram associadas aos temperos. A lavanda, junto ao alecrim e à sálvia, dá origem a uma atmosfera francesa. Prefere outro estilo? "Em uma horta caipira, por exemplo, não podem faltar coentro e louro", sugere.

POR ONDE COMEÇAR
Antes de montar sua horta, é preciso escolher bem o local. Para crescerem viçosas, as hortaliças precisam de sol por, no mínimo, quatro horas diárias. "Com pouca luz, as plantas ficam vulneráveis ao ataque de pragas", explica Silvia Jeha, do viveiro Sabor de Fazenda, em São Paulo. Resolvida essa premissa, qualquer cantinho está de bom tamanho. Mesmo em uma parede, em cerca de 1 m², é possível colocar três jardineiras. "Procure apenas escolher recipientes de pouca profundidade e pendure-os de modo desalinhado. Assim, o de cima não atrapalha a incidência de sol no de baixo", indica Silvia. Planejar compras em uma loja de jardinagem é o segundo passo. Serão necessários suportes, terra adubada, areia, argila expandida ou manta de drenagem, pedriscos ou casca de pínus e, claro, mudas.

MANUTENÇÃO CERTEIRA
A cada três meses, coloque o equivalente a uma mão de adubo em cada planta e revolva a terra com cuidado para não prejudicar a raiz. Lembre que uma horta em vasos dura de seis meses a um ano. Quando o ciclo da planta chega ao fim, é aconselhável trocá-la por outra. Se antes havia hortelã, agora plante cebolinha, por exemplo. Essa prática confunde as pragas.

O VASO EM CAMADAS
Forre o fundo do recipiente com cacos de cerâmica ou argila expandida. Por cima, coloque manta de drenagem ou uma camada de areia grossa, que facilitam o escoamento da água. Cubra com terra adubada. Cavoque e deposite a muda. Por fim, para manter o solo úmido, forre com casca de pínus ou folhas secas.

Fonte: Planeta sustentável

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os benefícios das atividades físicas para crianças


Já são conhecidos os inúmeros benefícios que a prática de atividades físicas – aliada a uma alimentação equilibrada – oferece às pessoas, de forma geral. Porém, atualmente, fala-se cada vez mais sobre a necessidade de incentivar também as crianças, desde cedo, a se exercitarem de alguma maneira.

Se você possui filho(s), aqui vão, antes de qualquer outra informação, dois ensinamentos importantes para promover a saúde e o bem-estar dele(s): toda criança necessita de aproximadamente 60 minutos de atividade física moderada à intensa todos os dias; nenhuma criança deve ficar mais de 2 horas por dia em aparelhos de televisão ou eletrônicos (computador, jogos, internet), devendo, assim, dar preferência a brincadeiras que exigem movimentação do corpo.

Os motivos para isso são incontáveis! No Canadá, por exemplo, após alguns estudos científicos, desenvolveu-se um consenso sobre a importância das atividades físicas para as crianças. Ele está de acordo com outros consensos dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, que mostram que a prática é importante porque:

Promove o crescimento;
Melhora o desenvolvimento motor;
Constrói ossos e músculos fortes;
Mantém e desenvolve a flexibilidade;
Promove a manutenção do peso adequado;
Melhora o sistema cardiocirculatório;
Melhora a postura;
Promove a socialização;
Melhora significativamente a autoestima.
Alexandre Nikolay, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Coordenador de Pediatria do Hospital Santa Lúcia (Brasília) e docente de Medicina da ESCS-FEPECS-SES-DF, reforça que os benefícios da atividade física para as crianças são inúmeros. “Alguns trabalhos científicos chegam a afirmar que o exercício é mais importante para a diminuição da gordura corporal das crianças do que a própria dieta. Porém, jamais devemos subestimar a importância de uma alimentação saudável”, destaca.

“Além de melhorar a relação entre a massa magra e a gordura corporal, o exercício físico propicia uma melhor capacidade de concentração e melhora os relacionamentos interpessoais”, acrescenta o especialista.

A partir de que idade a criança pode praticar alguma atividade física?

De olho em todos os benefícios que as atividades físicas podem oferecer, é comum que surja essa dúvida: a partir de que idade uma criança pode começar a se exercitar? E que, consequentemente, surjam outras questões, como, por exemplo, “como escolher a atividade que o meu filho deverá praticar?”.

Nikolay destaca primeiramente que as crianças podem e devem começar a praticar uma atividade física o quanto antes. “As atividades sempre devem ser escolhidas de acordo com a idade e respeitando as afinidades de cada criança”, acrescenta. Abaixo ele cita algumas orientações importantes neste sentido:

Crianças com idade inferior a 6 anos não estão preparadas para esportes organizados, com regras.
Entre 2 e 5 anos de idade as crianças devem praticar atividades que estimulem a coordenação motora como correr, pular, rolar, arremessar e pegar.
É fundamental respeitar as escolhas das crianças quanto ao esporte que desejam praticar. Quando a criança pratica uma atividade escolhida por ela mesma, a faz com mais interesse.
Existem atividades físicas que não são indicadas para crianças?

Nikolay afirma que não. “Toda e qualquer atividade física que seja realizada de forma responsável, com orientação e com o uso de equipamentos de proteção, pode ser praticada por crianças”, destaca.

Porém, vale ressaltar que existem atividades mais adequadas de acordo com a idade da criança, conforme citou o profissional acima, e o desejo dela deve também ser levado em consideração na hora da escolha.

Uma dica é conversar com o pediatra da criança pedindo todas as orientações necessárias antes de iniciá-la em qualquer atividade física. O profissional poderá ajudar inclusive com sugestões de atividades mais adequadas.

Quais são os cuidados com a prática de atividades físicas na infância?

Alexandre Nikolay explica que a prática de atividades esportivas deve ser realizada com o uso de acessórios adequados, quais sejam eles: capacetes, chuteiras, joelheiras, tênis com absorção de impacto, luvas, etc. “Desta forma, evitamos ou minimizamos traumas que podem repercutir por toda a vida do indivíduo”, diz.

É importante ainda não se esquecer do protetor solar nas atividades ao ar livre, conforme acrescenta o especialista.

Fonte: Dicas de mulher

terça-feira, 12 de maio de 2015

Como manter a criatividade na vida adulta


Muitas impressões padronizadas são relacionadas à criatividade, das ideias mais inovadoras e revolucionárias aos talentos artísticos. Essas crenças acabam fazendo com que muitas pessoas desejem ser mais criativas ou se considerem totalmente desprovidas dessa característica. No entanto, é preciso ter cuidado para que nada disso se torne um grande vilão para o potencial de todo indivíduo.

“A criatividade é um talento fundamental para lidarmos com os desafios no dia a dia. Em um mundo cuja mudança é a única constante, ser criativo faz a diferença para empreender nos desafios ou sucumbir aos mesmos, seja em aspectos pessoais ou profissionais”, enfatiza o coach executivo e instrutor de gestão de mudanças André Luiz Dametto, da ALD Consultoria.

Engana-se, porém, quem acha que a criatividade só faz parte da vida de quem trabalha em áreas tradicionalmente reconhecidas por essa característica, como as artísticas ou tecnológicas. “Criar e inovar faz parte de comportamentos desejados em todos os campos profissionais, pois sempre há oportunidades de melhorar produtos, serviços, processos, formas de gerenciar pessoas ou transformar modelos de negócio”, esclarece o especialista.

Além disso, é importante destacar que há diversas formas de criatividade, cada uma importante ao seu modo, podendo até ser complementares, mas não excludentes. Todo ser humano, portanto, é criativo por natureza e isso fica claro até mesmo nas situações mais banais, como a capacidade de lidar com problemas relacionais, em encontrar soluções para imprevistos domésticos ou até na hora de desenvolver métodos particulares para memorização ou aprendizagem.

Maiores mitos sobre a criatividade

Apesar dessas evidências práticas sobre a existência da criatividade em diversos aspectos da vida, ainda pode ser que algumas pessoas se identifiquem como não-criativas. Por isso, é válido ressaltar que esse elemento se expressa de diferentes maneiras e graus em cada indivíduo e isso se relaciona diretamente com uma série de fatores das experiências particulares: “a criatividade se desenvolve no próprio processo de formação psicológica”, diz o psicólogo e escritor Alexandre Bez, “quanto mais saudável for a infância e a interação social, mais a pessoa estará apta a dialogar com os fatores que determinam a criatividade”.

Não se trata de um dom

Considerando a criatividade como um elemento necessário à vida e construído ao longo dela, é automático desmistificar um dos equívocos mais amplamente reproduzidos a respeito dela. Assim como acontece com habilidades específicas, a verdade é que a criatividade precisa ser lapidada, é preciso “identificar suas vocações e aptidões naturais. São essas que desenvolvidas se transformam em nossos talentos”, afirma André.

Nem toda ideia vem de um insight

Uma crença muito romanceada é a de que pessoas criativas têm maior facilidade para conceberem ideias aleatoriamente, que surgem do nada e prontas para serem realizadas. No entanto, o coach André Luiz observa que as medidas mais criativas costumam ser fruto de um processo, o qual tem início “com a coleta de dados sobre o problema em questão, seguido de uma etapa de incubação, ou seja, o momento onde nos distanciamos do problema e aí sim, eureka, fica mais fácil obter um estalo criativo”, descreve.

Hábitos inimigos da criatividade

Com o foco nos talentos (re)descobertos com a ajuda da prática de aptidões, o estímulo da criatividade é uma consequência, mas essa não é a única solução para se tornar uma pessoa mais criativa. O psicólogo Alexandre alerta que o desenvolvimento da criatividade na vida adulta exige condições favoráveis e alguns hábitos comuns — alguns dos quais considerados autossabotagem por André Luiz — podem ser grandes vilões nessa busca.

Medo de errar

Pensar na possibilidade de não acertar de primeira pode levar muita gente a desistir de colocar alguma ideia em prática. O apego à perfeição pode ser muito prejudicial nesse sentido, principalmente por conta do risco de relegar projetos ao esquecimento.

Para driblar esse tipo de comportamento, André Luiz propõe uma ressignificação do erro, encarar essa possibilidade como uma nova oportunidade, pensando que “em inovação, o erro novo é um acerto”, sugere.

Procrastinar

É comum que uma consequência do medo de errar seja a procrastinação, “muitas pessoas preferem adiar implementar seus projetos somente quando estiverem perfeitos”, comenta o coach executivo.

Outra manifestação desse hábito está no famoso “deixar para amanhã o que pode ser feito hoje”, o que é diferente de deixar ideias maturarem e pode até enfraquecer o fluxo criativo. Também se encaixa nesse aspecto a preferência por evitar dar início a tarefas que podem ser trabalhosas.

André Luiz recomenda a adoção de um modelo de ação muito simples para evitar que as ideias se percam nesse limbo. Para o especialista, o ideal seria “aceitar um modelo ‘nota 6’ que será o primeiro passo para a concretização da ideia”; postura que implica também em questões mais cotidianas, como a organização de um quarto ou o desenvolvimento de um sistema de caronas solidárias entre vizinhos, por exemplo.

Supervalorização do ego

Principalmente no meio profissional, um comportamento bastante prejudicial ao processo criativo é a grande preocupação em assumir um proposta, conceber uma ideia e não compartilhá-la com outras pessoas que podem vir a se envolver na atividade. “Pensar somente sob a própria ótica impede os criativos de dialogarem com as pessoas que se beneficiarão dos projetos e co-criar com elas as melhores soluções”, observa André Luiz.

É preciso, portanto, aceitar que algumas vezes a melhor maneira de criar pode ser expondo suas ideias e aceitando colaborações que possam somar à ela.

Estado emocional abalado

Como já dito anteriormente, a criatividade está completamente relacionada ao desenvolvimento psicológico de cada pessoa. Por isso, o psicólogo Alexandre Bez destaca o estado emocional como um fato de total influência no processo criativo, citando a depressão, a timidez excessiva, a falta de motivação e a autocrítica muito rígida como alguns dos principais fatores que podem diminuir o potencial criativo.

Nesse sentido, o coach André Luiz também ressalta que a criatividade é favorecida quando há equilíbrio entre diversos aspectos que tangem a vivência humana, dos quais destaca o corpo físico, energético, astral, mental e espiritual, que podem ser trabalhados individualmente para que se integrem, formando um ambiente favorável ao desenvolvimento da criatividade.

Fonte: Dicas de Mulher