quinta-feira, 26 de março de 2015

Terapia do riso


Como a terapia do riso estimula o processo de cura?

Ao gargalhar, o indivíduo trabalha quase todos os músculos do rosto e do abdome, promove maior oxigenação do cérebro, estimula a liberação da endorfina (substância que ameniza a dor e promove o prazer). A risada tem ainda efeito anestésico e aumenta a imunidade do organismo. Por isso, pesquisas realizadas nos EUA comprovaram que ela acelera o processo de cura e diminui o tempo de internações.

Passos para praticar a terapia do riso e incluí-la no seu dia a dia

 ● Durma com bons pensamentos e acorde de bom humor

● Dê bom dia para si mesmo e para tudo que está a sua volta

● Pense em todas as coisas boas que pretende fazer no dia

● Olhe-se no espelho pela manhã e sorria para você e tambémpara todas as pessoas que fazem parte do seu dia a dia

● Sinta que o otimismo e a alegria estão abrindo novos caminhos

Fonte: Revista Viva Saude

quarta-feira, 18 de março de 2015

É preciso buscar aprender com cada adversidade


Após um período de stress, sempre vem uma fase de bonança e ventura. A história da humanidade é cíclica, já reparou? Falo isso porque vivemos hoje tempos de crise, com violência, correria desenfreada, competitividade excessiva, preocupações mil, angústia, insegurança e medo permanentes. A instabilidade do mundo aqui fora pode nos fazer adoecer.

No entanto, a sabedoria milenar indiana nos ensina que as coisas são como devem ser. Não adianta espernear, elas jamais poderiam ser diferentes. Existe uma força maior que rege o Universo conduzindo os eventos de maneira harmônica, mesmo que, aos nossos olhos, isso não seja compreensível – pelo menos não naquele instante crucial e doloroso. Não quer dizer que devemos nos acomodar naquilo que não vai bem: podemos fazer nossa parte pela harmonia do todo. Um começo e tanto é mudar nosso padrão de pensamento e, consequentemente, de comportamento. É preciso buscar aprender com cada adversidade – com qualquer situação, na verdade, seja ela boa ou ruim. Nas horas de aflição, ajudará muito lembrar que as coisas começam no momento certo e terminam no instante certo, nem um minuto antes nem um minuto depois. Em resumo, vale confiar nas leis do Universo – sem, é claro, perder de vista as próprias ações.

É o que eu falo lá em cima: ok, passamos por uma época difícil nos dias de hoje, mas a melhor notícia é que a era de luz está chegando – eu diria que já desponta em um horizonte não muito distante. Esse é o ciclo da vida, afinal. O que precisamos é abrir nosso coração para aceitar que o momento atual é parte da evolução do planeta e da humanidade. Necessitamos de sabedoria para, quando os problemas parecerem grandes demais, não nos esquecermos de que somos parte inseparável e indestrutível de um todo e passamos por igual movimento. Confie que, durante cada momento de escuridão enfrentado, já estão plantadas as sementes de um período novo e esplendoroso.

Quando chegarmos ao ponto de acreditarmos nisso de fato, teremos encontrado a legítima paz interior, aquela que habita dentro de nós independentemente do mundo que nos rodeia. Daí a importância de mergulharmos em direção ao âmago do nosso ser, para enxergarmos o que se passa ali e sermos capazes de organizar nossos sentimentos. A realidade fora reflete o que temos dentro. Se estivermos em paz, o mundo à nossa volta espelhará as mesmas ótimas condições.

Um segredo é direcionar nossas energias muito mais para os sentimentos do que para a razão. Sentir é algo que vem do coração. O ato de racionalizar acontece na mente, que é controlada pelo ego – o vilão sobre o qual falei na coluna passada. Apenas deixe rolar, vivenciando o presente com atenção e intenção. Para tanto, dedique-se a uma coisa de cada vez. E encare os períodos mais complicados como momentos de transição, que devem ser aproveitados para crescer. Imagine o seguinte: você, naquele instante, está sendo preparada para a fase emocionante que ainda está por vir. Até lá, esteja presente, seja paciente e sempre consulte o que seu coração lhe revela. Inspire-se nesta comparação que adoro, feita pela escritora americana Marianne Williamson: “O crescimento espiritual é como o parto. Você dilata, então você contrai; você dilata, então você contrai novamente; e, por mais doloroso que possa parecer, esse é o ritmo necessário para alcançar o objetivo final da expansão total”. Entregue-se!

Fonte: M de Mulher

quinta-feira, 12 de março de 2015

A calma pode superar tudo!


Quem nunca enfrentou um momento difícil? Achar que a felicidade será plena é viver uma mentira. Por mais feliz que uma pessoa seja, alguma dificuldade sempre surgirá. O que muda é a forma de olhar para a situação. Enxergar os momentos ruins como algo passageiro, e não como um martírio, ajuda bastante. Afinal, encontrar uma solução para algo que se julgue intransponível (é assim que os alarmistas e descrentes pensam), certamente, é bem mais difícil. Portanto, nada de encarar os imprevistos como o fim da linha.

Nessas horas, o que funciona é se acalmar e agir com parcimônia. Em vez de jogar a toalha, procurar enxergar as possibilidades que a vida nos dá para ultrapassarmos os obstáculos é um bom começo. Não digo para fingir que nada está acontecendo, mas sim olhar para o problema com menos alarde. Calma e paciência unidas à coragem e confiança fazem com que tudo se resolva com mais clareza e facilidade.

Fonte: M de Mulher

quinta-feira, 5 de março de 2015

Seja feliz todos os dias


Ouvimos tanto através das muitas mensagens de autoajuda ao redor do mundo para pensarmos positivamente, mas colocar tudo isso em prática leva um tempo que, como mulheres, mães que trabalham, seja no lar ou fora dele, não temos. Se julgarmos nossa vida baseando-nos em filmes, em padrões de sucesso, em pessoas famosas, é capaz de concluírmos que nunca encontramos, ou pior, nunca fomos realmente felizes.

O psicólogo Shawn Achor, em um de seus TED Talks, falou sobre trabalharmos para sermos felizes e listou o que mulheres inteligentes que sabem como lidar com as emoções fazem para atingir o tão sonhado estado de felicidade. Resumindo:

1. Deixe o estresse de lado em prol da sua saúde

Estudos comprovam que ser ignorado envolve a mesma área do cérebro responsável pela dor física. Ou seja, se não somos bem-vindos à vida de alguém, melhor dar as costas e voltar para nosso local pessoal onde nos sentimos bem-quistos ao invés de ficar nos humilhando, insistindo e perdendo nosso tempo.

2. Procure por coisas que elevem seu humor

Sejam músicas alegres, comédias, pessoas positivas. Estudos mostram que ouvir música alegre e inspiradora traz felicidade instantânea.

3. Pense o melhor das pessoas

Ansiedade, preocupações demasiadas podem levar a ataques de pânico e criar um clima tenso desnecessariamente, seja no trabalho, no lar ou nas relações amorosas. Com certeza há pessoas que são egoístas e agir inocentemente é dar abertura para que elas usem sua boa vontade, mas esperar que todos ajam dessa maneira faz com que percamos grandes oportunidades de encontrar bons amigos e até mesmo um grande amor.

4. Você é fruto de seu passado, mas viva o presente para criar um futuro melhor

É impossível apagar, e muitas vezes esquecer completamente o passado. E não é necessário, uma vez que somos o fruto de nossas experiências. O que não funciona é ficar lamentando o que aconteceu, o que passou, o que alguém nos fez e nunca pediu perdão. Precisamos nos ocupar para não mergulharmos nas mágoas da memória. A vida é curta e única, então viva cada dia de uma vez, fazendo seu melhor, construindo memórias boas, e o futuro será bem melhor.

5. Seja proativa

Pare de aguardar que a vida bata na sua porta, tire-a do sofá e faça sua parte por você. Experimente convidar amigos para um encontro, visitar parentes, falar com pessoas coisas boas, tome a iniciativa. Você notará que o bem doado voltará a você no mínimo duplicado.

6. Decida definitivamente mudar hábitos ruins

Há tradições e crendices que não precisamos ficar repetindo a nós mesmas cada vez que olharmos no espelho. Tire o "Se" de seu vocabulário e substitua-o por "Quando" e faça as mudanças que precisa para dar uma nova direção à sua vida, a direção que você sempre quis.

7. Conte as bênçãos

Cada vez que você se pegar reclamando de algo ou lamentando que as coisas não são como você gostaria, pare e olhe ao seu redor. Tente contar pelo menos 5 coisas pelas quais você é grata. Quando você começar, notará que há muito mais que perderá a conta.

8. Seja realista

Os budistas acreditam que recusar-se a acreditar no que realmente está acontecendo no momento é a raiz da infelicidade. Seja a perda do trabalho, de um amor, ou até por morte, ficar lamentando não lhe ajudará em nada. Aceite onde você está, planeje os próximos passos, e aja. Se ganhar ou se perder, comemore ou decepcione-se por um tempo limitado, nada de se perder no tempo e deixar o estresse acabar com sua saúde.

9. Seja a mudança que você quer ver no mundo

É fácil querer se cercar de pessoas positivas, proativas e inspiradoras. Seja você também alguém que irradia luz e responsabilidade.

10. Faça melhores escolhas

Isso é mais que saber discernir o certo do errado. É parar de ser vítima da vida. Se não é sua culpa, por que a preocupação? Se for, peça perdão, corrija o erro e siga em frente. Você é a dona de sua vida, e ninguém tem autoridade para lhe colocar para baixo ou de desmerecer seus esforços e sua história de vida.

Fonte: Site família

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quem tem amigos vive mais!

Quem tem amigos vive mais, diz estudo. Pesquisadores analisaram as vidas sociais dos participantes e verificaram sua relação com a mortalidade.


Pessoas que mantêm relações sociais aumentam suas chances de sobrevivência em 50%. A constatação é resultado de um estudo da Universidade de Brigham Young, nos EUA, divulgado no periódico PLoS Medicine. Os pesquisadores analisaram dados de 148 estudos que mediram a frequência das relações sociais dos participantes e verificaram sua relação com a mortalidade.

Pessoas que vivem isoladas ou com pouco contato com amigos e familiares apresentaram um impacto negativo na saúde tão importante quanto fumar 15 cigarros por dia, abusar no consumo de álcool, ser sedentário ou estar obeso. “Quando uma pessoa está conectada a um grupo e se sente responsável por outros indivíduos, seu propósito de vida se manifesta em maiores cuidados com seu bem-estar e na diminuição de fatores de risco”, destaca Julianne Holt-Lunstad, autora da pesquisa.

Fonte: Revista Viva Saude

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O lado bom da preguiça


Vamos esclarecer uma coisa: preguiça é a arte de não fazer rigorosamente nada. Isso quer dizer nada de oficialmente produtivo, bem entendido. A hora da preguiça pode ser um momento de contemplação. Pode ser coçar as costas por horas a fio. Pode ser tirar uma soneca. Afinal, cada um faz nada do jeito que achar melhor. O que importa é apreciar esse momento de devaneio, de recolhimento e quietude como algo que pode - e deve - ser incorporado a sua vida.

A má fama da preguiça é algo que vem passando de geração para geração e foi construída ao longo dos tempos, atingindo em cheio o Ocidente mais especificamente a partir da Era Cristã - sim, porque, na Grécia antiga, aqueles que ficavam largadões, dando asas ao livre pensamento, eram considerados seres especiais, que ficavam mais próximos dos deuses.

A obrigação de se divertir

"Numa sociedade como a nossa, que vive debaixo da égide do capital, as pessoas são meros instrumentos de acumulação. É como se não houvesse lugar para quem resolver ficar fora do mercado de trabalho, ainda que seja por breves momentos", explica Olgária Mattos, professora de filosofia da USP. "Mesmo no lazer, estamos contaminados por essa cultura do trabalho. Ficar em casa, ler, dormir ou se recolher para o descanso geralmente são consideradas opções para as pessoas solitárias, pouco criativas e desinteressantes. Lamentavelmente, há uma cobrança geral por ter o que fazer", completa.

Prova disso são as pessoas que tiram férias e se queixam que voltaram ainda mais cansadas do que quando saíram. Entupir-se de programas, passeios, visitas a museus, parques de diversões e uma infinidade de atrações é como se fosse uma obrigação - é a reprodução da lógica do mercado de trabalho nas horas vagas. Todas essas opções de entretenimento podem ser muito atraentes, mas elas não precisam preencher o tempo todo. "Saborear o momento presente via reflexão, contemplação e devaneio é uma das mais genuínas formas de encontrar quietude interna, um grande prazer da vida. E vamos admitir que é bem mais difícil encontrar essa mesma quietude num shopping center ou um parque temático, por exemplo", diz Martin Seligman, psicólogo americano da Universidade da Pensilvânia que estuda e pesquisa nada menos do que a tão sonhada busca pela felicidade.

Morosidade que faz bem

Quem cultiva a arte de não fazer nada tem bons motivos para comemorar. Os pesquisadores alemães Peter Axt e Michaela Axt- Gadermann passaram anos estudando o assunto e chegaram às seguintes conclusões, publicadas no livro The Joy of Laziness ("A alegria da preguiça", ainda sem edição brasileira): levantar cedo causa estresse e prejudica a saúde; uma soneca no meio do dia ajuda a prolongar a vida; e, se o objetivo for viver mais, então você deve evitar o excesso de exercícios físicos.

Outros cientistas, estes da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, acompanharam mais de 12 mil pessoas durante nove anos e chegaram à conclusão de que aquelas que se entregavam ao repouso nas férias tinham menos chance de sofrer de problemas cardíacos.

Além de ajudar a viver mais, a moleza pode inspirar a genialidade. Pelo menos é o que garante o procrastinador convicto Tom Hodgkinson, jornalista britânico, autor do livro que carrega o sugestivo título Como Não Fazer Nada. "René Descartes não saía cedo da cama nem por um decreto. Deixaram ele ficar ali, pensando. Se ele tivesse levantado muito cedo, acabaria ocupado demais com tarefas rotineiras, e não teria tempo de perceber e propagar ao mundo a teoria de que existimos porque pensamos", teoriza. Isso para não falar do patrono desta reportagem, Dorival Caymmi, que, dizem, sequer saiu da rede para compor algumas das mais lindas canções de que se tem notícia.

Mais qualidade e menos quantidade

Aderir à indolência é uma arte. E, como tal, deve ser feita sem preocupações. Caso contrário, ela não trará nenhum efeito benéfico nem para a mente nem para o corpo. Mas o que fazer então? Entregar-se de corpo e alma à frouxidão total dos músculos? Não é bem assim. Até porque é bom lembrar que moleza em excesso pode ser sinal de depressão, uma doença séria que requer cuidados médicos.

Mas um bom passo para começar a admitir uma dose de preguiça gostosa na vida seria tentar diminuir o número de tarefas a cumprir diariamente - mais qualidade com menos quantidade. Você já deve ter ouvido isso em algum lugar, inclusive. Demócrito, pensador grego do século 5 antes de Cristo, já dizia que ninguém pode ser feliz tendo muitas coisas a fazer. "Ocupe-se pouco para ser feliz", escreveu.

Entregue-se sem culpa

Imaginar nossa vida com espaço para a preguiça pode ser meio complicado. Toda vez que estamos de bobeira, olhando para o alto, a primeira sensação que bate é "será mesmo que não tenho nada para fazer?" E vem a danada da culpa.

Mas, antes de assumir a culpa de que há milhões de afazeres no mundo à sua espera e levantar-se correndo da rede, vale uma breve reflexão. São só alguns minutinhos, não se preocupe. Mas eles podem valer muito, acredite!

Preguiça demais às vezes é depressão. Conheça os principais sintomas:

ISOLAMENTO - fique atento aos exageros da introspecção.
MELANCOLIA - uma pontinha indefinida de tristeza durante 15 dias ou mais.
DESINTERESSE - a falta de entusiasmo para coisas boas da vida, como se divertir e namorar, deve acender uma luzinha.
ESTRANHAMENTO - sensações que dificultam a execução de atividades normais.
FADIGA - pouca energia para enfrentar o dia-a-dia e indisposição até para imaginar algum tipo de ação.
POUCA CONCENTRAÇÃO - dificuldade de raciocínio, de estabelecer uma meta, de manter o foco.
ANSIEDADE - irritabilidade excessiva, falta de confiança no amanhã e insegurança na hora decidir.
SONO OU INSÔNIA - os extremos: querer se entregar ao sono o tempo todo ou varar a noite ligadão.
MORBIDEZ - pensamentos freqüentes na morte e idéias recorrentes de suicídio.
APETITE MALUCO - fome de leão ou então a inapetência total ¿ até para aquela comidinha predileta.


Fonte: Vida Simples

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A importância do lazer para a família


Não é preciso gastar muito verbo para dizer que as ruas das cidades grandes e médias brasileiras deixaram de ser habitáveis. Isso todo mundo sabe. Vai longe o tempo em que as crianças podiam brincar com os amigos na rua, sob os olhos descansados dos pais e vizinhos que conversavam por ali, sentados na calçada. Foram-se todos para dentro de casa, em parte por medo da violência, mas também porque ninguém mais tem tempo de jogar conversa fora com os vizinhos. Mas essa é uma cantilena antiga. O que pouca gente percebe é que, ao nos fecharmos em casa, perdemos uma coisa valiosa: o espaço de lazer.

Essa carência da vida urbana é mais difícil de ignorar no caso das crianças, que, na ausência de quintal, parque ou rua, trazem para dentro de casa as brincadeiras, os brinquedos e às vezes toda a molecada do prédio para brincar no quarto. Difícil não ouvir esse tipo de apelo (muitas vezes feito aos berros) por mais espaço.

O problema também afeta os adultos, mas poucos percebem, tão condicionados estamos a esquecer nossa própria satisfação e a focar a atenção nas obrigações, competição e prova de competência. E o que é o lazer, senão um prazer pessoal, a realização daquela atividade de que você gosta?

"O lazer é fundamental para o ser humano, mas as pessoas desaprenderam a se divertir de verdade", diz a educadora Célia Tilkian, diretora-geral do Colégio Pentágono, de São Paulo. Resta essa nova modalidade de diversão, o lazer de consumo, representado pelos shopping centers, que oferecem o pacote completo: compras, cinema, parquinho e restaurantes. Mas acalme-se! Nem tudo está perdido. Sempre é possível explorar os espaços disponíveis na casa ou apartamento para criar locais de diversão.

Cidade da criança

Todo mundo sabe que criança precisa de espaço para brincar. Afinal, é por meio de atividades lúdicas que ela desenvolve sua personalidade e define seu papel na sociedade. E casa pequena não é desculpa para limitar as atividades infantis dentro dela.

O quarto das crianças, por exemplo. Para os pequenos, cama é aquele lugar gostoso para onde são levados quando dormem num canto qualquer da casa tentando resistir ao sono. E de onde pulam assim que abrem os olhos, a qualquer hora do dia (ou da madrugada). Ou seja, criança não gosta de ir para a cama. Assim, confine o lugar de dormir (para duas crianças, serve um beliche) e abra mais espaço para a bagunça. A artista plástica e designer Elisa Stecca soube, numa casa de vila, ceder espaço para as filhas de 4 e 5 anos. Em vez de destinar um quarto para cada menina (o sobrado tem três dormitórios), Elisa escolheu o menor para dormir - com uma bicama - e transformou o maior numa sala de brincar.

Para adultos

Quando os filhos crescem e os carrinhos e as bonecas perdem o encanto, o lazer em casa passa a ser parecido com o dos adultos, com ou sem filhos. Cozinhar, jogar jogos de tabuleiro, cantar ou brincar de teatro são atividades boas tanto para as crianças quanto para os adultos. "Em família, essas diversões ajudam os pais a perceberem melhor as necessidades dos filhos, mas os adultos também aproveitam ao se entregarem a algo a que eles não estão acostumados", diz Maria Ângela, da PUC.

E isso nem requer muito espaço. A cozinha já está lá, pronta para virar laboratório, a sala vira palco para encenação, a mesa de jantar (forrada com um plástico grosso) se transforma em cavalete de pintura. "Ter um espaço específico para lazer doméstico é o que menos importa. Tudo depende de como as pessoas encaram as atividades e do quanto elas se abrem para novidades", afirma a educadora Célia Tilkian.

Quando envolve o lazer dos filhos, o segredo está em estabelecer regras. Você pode abrir a casa para eles receberem os amigos num esquema diferente. Em vez de a moçada ficar apenas assistindo vídeo, jogando games e navegando na internet, libere a cozinha. Deixe sob responsabilidade deles o preparo de pizzas, macarrão ou sanduíches, por exemplo, e combine previamente que a limpeza também é encargo deles. A noitada ainda pode se completar com jogos de tabuleiro.

"Os jogos são instrumentos de lazer para qualquer idade. Divertem, afinam a personalidade e são um mecanismo de autoconhecimento. Com eles as pessoas acabam expondo suas reações mais primitivas", diz Mônica Hardy Sabino, diretora comercial da Origem Jogos e Objetos - empresa mineira que produz jogos.

Transforme a sua casa

1. No quarto dos pequenos, abuse dos móveis com rodízio. São fáceis de deslocar para liberar espaço para brincadeiras.

2. Deixe caixas ou cestos de brinquedo ao alcance das crianças para que elas possam pegar o que quiserem com total liberdade.

3. Existem empresas que fabricam tinta esmalte fosca usadas em quadro-negro escolar. Que tal pintar uma porta ou uma parede do quarto das crianças para elas desenharem com giz?

4. Estimule o faz-de-conta comprando ou fazendo fantasias para seus filhos - mas um cesto com roupas velhas, lenços, luvas e chapéus também vale para despertar a fantasia.

5. Uma barraca de pano montada no quarto, varanda ou quintal é um elemento tão lúdico quanto a piscina de água ou de bolinhas e o tanquinho de areia.

6. Para tirar seus filhos da frente da TV ou do computador, invente novidades como um piquenique na sala. Leve-os a uma loja para comprar jogos que despertem o interesse deles, faça bijuterias com suas filhas ou confeccione pipas com os meninos.

7. Saiba ouvir, respeitar e negociar (se for o caso) as prioridades de lazer de seus filhos.

8. Não basta fornecer todos os elementos para divertir as crianças. Você também tem que brincar com elas.

Fonte: Vida Simples