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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Coma chocolate na Páscoa sem culpa


Páscoa é sinônimo de tentação para muitos. O excesso de chocolate nesta época do ano é a grande preocupação para quem está de dieta ou pretende manter peso. Segundo o médico e nutrólogo Dr. Mohamad Barakat, o doce é totalmente permitido se algumas orientações forem seguidas. “O cacau é rico em fitoquímicos fenólicos (polifenois), especialmente de flavonoides, potentes antioxidantes que protegem o organismo contra os radicais livres (moléculas reativas, produzidas pela oxidação biológica, que danificam os tecidos humanos). Ainda possui cafeína, tiramina e teobromina, estimulantes que melhoram o funcionamento do cérebro, aprimorando o raciocínio”.

Para quem não quer abrir mão do chocolate, o especialista recomenda o consumo da versão com 70% de cacau por apresentar o dobro da capacidade antioxidante do chocolate tradicional, não conter leite e possuir uma menor quantidade de açúcar. “Além do mais, reduz a oxidação do LDL, colesterol ruim, evitando que se deposite na parede dos vasos sanguíneos”.

O “pior” chocolate é o branco, por nem usar a massa de cacau e ter em sua composição a manteiga de cacau, açúcar e leite. Ou seja, não tem antioxidantes e é mais calórico.

“Nesta época do ano, o chocolate é uma forma de aproximação. Só o valor emocional da troca, já contribui para o bem-estar da pessoa. Aproveite com consciência. Opte pelo amargo, com a maior concentração de cacau possível e ingira com moderação, uma porção de chocolate (30g) a cada três dias (até 6.7g por dia) e 14 g para crianças de até três anos de idade. Acima dessa dose, os efeitos são mais discretos”, finaliza Barakat.

Fonte: Uol

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mudança de hábitos ajudam a baixar o colesterol


Trocar a carne por peixe
Para alguns, a associação entre peixes e ácidos graxos ômega 3 é imediata. Mas será que você sabe por que eles são tão bem-vindos na dieta? Um dos motivos é o fato de eles serem uma gordura boa, do tipo insaturada, que reduz, portanto, os níveis de colesterol e triglicérides do sangue.

Praticar exercícios
"Praticar exercícios físicos regularmente é uma maneira eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzindo o mau colesterol (LDL)", aponta Daniel Magnoni. Treinos frequentes também atuam na perda de peso e no controle do diabetes e da pressão alta, problemas que muitas vezes acompanham quem está com colesterol alto. Resumindo: você melhora a sua saúde e, de quebra, ainda entra em forma.

Consumir mais fibras
Fibras não podem ficar de fora do cardápio de quem tem colesterol. Primeiro porque elas diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL. "O outro motivo é o fato de elas aumentarem a excreção de colesterol na forma de bile", esclarece o especialista.

Largar o cigarro
Fumantes naturalmente têm mais chances de ter problemas cardiovasculares do que os não adeptos ao tabagismo. No caso de quem tem colesterol alto, entretanto, o cigarro ainda age acelerando o aparecimento da aterosclerose, acúmulo de substâncias gordurosas no interior das artérias. Ou seja, os riscos de entupimento de um vaso ficam ainda maiores, aumentando a probabilidade de má circulação e até de um infarto.

Adicionar aveia às refeições
Embora a ingestão de fibras, em geral, seja benéfica para combater e controlar o colesterol, a aveia desempenha um papel de destaque na luta contra essa doença. Isso porque ela promove a sensação de saciedade por mais tempo, melhora a circulação, controla a quantidade de açúcar do sangue e ainda diminui a absorção de gordura pelo corpo, explica o cardiologista.

Escolher alimentos à base de soja
Os alimentos à base de soja podem não ter o mesmo sabor da carne original ou do leite, mas a verdade é que, se bem preparados, eles podem ser tão gostosos quanto quaisquer outros. E mais: eles não só combatem o colesterol ruim como ainda aumentam o colesterol bom, conta Daniel Magnoni.

Com informações do site Minha Vida

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Alimentos anticolesterol



Há tempos pesa sobre ele a fama de vilão. Mas acredite: o colesterol é um bem precioso para o ser humano. Afinal, sua presença garante a produção de vários hormônios, a síntese da vitamina D e também o pleno funcionamento das membranas celulares, só para citar algumas tarefas.

De tão importante, 70% da substância é produzida pelo próprio organismo - o restante vem do prato. O foco da questão, caro leitor, são as lipoproteínas que a transportam pelo seu corpo: a LDL e a HDL.

"A primeira carrega o colesterol para as artérias, aumentando o risco de ocorrer formação de placas de gordura que, mais tarde, podem gerar doenças cardiovasculares", esclarece Celso Cukier, nutrólogo do Hospital do Coração, o HCor, em São Paulo. "A segunda, por sua vez, é responsável por tirar a molécula dos tecidos e conduzi-la ao fígado para ser eliminada."

O problema surge quando há um desequilíbrio entre esses meios de transporte e a LDL aparece soberana na corrente sanguínea. Isso, na maioria das vezes, é culpa de uma dieta cheia de gordura saturada, aquela encontrada na carne vermelha, na pele do frango, na salsicha, no salame e por aí vai. Não é de admirar, portanto, que uma das primeiras recomendações para combater o colesterol considerado inimigo é fazer vista grossa a algumas opções do menu cotidiano.

 Mas - é aí que vem a novidade - essa estratégia parece não ser suficiente. Um time de pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, comprovou que incluir certos itens no cardápio pode ser tão ou mais eficiente do que simplesmente mandar outros para o limbo.

 Eles chegaram a essa conclusão ao acompanhar, por seis meses, 345 pessoas com o colesterol elevado ou no limite. Enquanto uma parte dos indivíduos recebeu instruções para investir em uma dieta magra e turbinada com fibras solúveis, oleaginosas, produtos à base de soja e alimentos enriquecidos com fitoesterois, a outra só foi orientada a maneirar nos comes e bebes gordurosos.

Ao final do período de avaliação, os resultados indicaram que o primeiro grupo sofreu uma redução de aproximadamente 14% nos níveis de LDL. Já na segunda turma a diminuição foi mais singela: de apenas 3%.

Pegue leve nos alimentos gordos

Uma das causas do aumento dos níveis de LDL no sangue é a ingestão abusiva de certas gorduras, como as saturadas.  A nutricionista Camila Gracia, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, informa que esse tipinho está presente em alguns cortes de carne vermelha, em queijos como provolone e parmesão, no leite integral e nos embutidos.

Outra inimiga gordurosa é a trans, que por sua vez se esconde em alimentos processados, como biscoitos recheados, salgadinhos e certos produtos congelados.

Fitoesterois 

Encontradas nas plantas, essas substâncias ocupam o lugar do colesterol na micela, que é uma estrutura gordurosa na qual ele precisa grudar para ser assimilado. Quando recebe esse chega pra lá, sua eliminação é certeira. De acordo com Raul Dias dos Santos, do InCor, ainda há outro mecanismo a ser destacado:

"Os fitoesterois bloqueiam o receptor NPC1L1, responsável por colocar o colesterol dentro das células do intestino, de onde ele parte para circular pelo sangue e tecidos". Para nossa sorte, alguns alimentos são enriquecidos com esses aliados.

Alimentos à base de soja

Segundo o cardiologista Raul Dias dos Santos, a proteína do grão dificultaria a absorção do colesterol. "Só que esse mecanismo não está bem definido", observa. E não dá para esquecer que a leguminosa tem pouca gordura saturada. Só por causa disso, para quem está com o colesterol muito alto, já vale cogitar substituir o leite de vaca pelo de soja.

Com informações do M de Mulher