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terça-feira, 23 de julho de 2013

Caminhe para ter o coração saudável



 A professora de educação física Denise de Oliveira Alonso, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp, conta que um velho estudo, lá dos anos 1960, serviu para dar pistas sobre a importância da caminhada na proteção das artérias. Cientistas ingleses observaram que os motoristas de ônibus estavam mais sujeitos a problemas cardiovasculares do que os cobradores. “Naquela época, enquanto os condutores passavam muitas horas sentados ao volante, os trocadores subiam, desciam e andavam pelo veículo para cobrar os passageiros”, relata Denise. Assim, os pesquisadores concluíram que mexer as pernas estava intimamente ligado ao estado dos vasos e do coração.

De lá pra cá, grandes populações foram avaliadas em diversas pesquisas e não restou nenhuma dúvida a respeito do impacto das passadas na saúde do peito. “Esse tipo de atividade melhora o fluxo sanguíneo e fortalece o músculo cardíaco”, explica Denise. Há também a redução das taxas de colesterol e de glicose. Somam-se a essa lista de benefícios a perda de peso e o controle da pressão arterial. Todos esses atributos, é importante destacar, estão atrelados à prática constante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o mínimo de 30 minutos diários de atividade física, cinco dias por semana.

Antes de calçar o tênis e sair por aí, convém prestar atenção em alguns detalhes. Em primeiro lugar, olhe para o próprio calçado: ele deve ter algum sistema de amortecimento para atenuar impactos. Também é preciso caprichar na hidratação e esse aviso vale principalmente para as jovens senhoras, isso porque existe maior tendência à desidratação conforme os anos passam.

É fundamental analisar o trajeto da caminhada e verificar se não existem buracos nas calçadas ou trilhas muito irregulares. Outra vez, a cautela deve ser redobrada para quem já tem certa idade. Por fim, para as mulheres que já passaram dos 55 anos, para as hipertensas, diabéticas e aquelas com alterações de colesterol, cabe enfatizar a recomendação de consultar o médico e um profissional de educação física antes de partir para as voltas no parque ou o passeio na esteira. Embora a caminhada seja um exercício de menor intensidade, só a avaliação de um especialista poderá garantir completa segurança.

Com informações do site Sinta Seu Coração

terça-feira, 26 de março de 2013



Em 1952, o compositor John Cage apresentou uma peça de vanguarda ao público americano. Entrou no palco, sentou-se à frente do piano, ligou um cronômetro e, durante exatos 4 minutos e 33 segundos, ficou em... silêncio. Para o artista, a música eram os leves murmúrios produzidos pela plateia atônita. Ao final desse tempo, Cage levantou-se e agradeceu ao público como se tivesse acabado de apresentar uma de suas obras convencionais. O que o músico queria? Provocar reflexão em meio à ausência de som! Sua extravagante composição virou um clássico executado até hoje, batizado de 4’33.

Prática comum em todas as religiões, a meditação tornou-se alvo de investigação até da comunidade científica como caminho de cura para males de vários níveis. Não à toa! O silêncio é o início de tudo. De onde surgem o bem-estar, a saúde física e mental, a criação.

Na pausa entre os sons, a mente é ativada e se dá o pico da atividade cerebral. “Sem dúvida, a prática diária de interiorização melhora a qualidade de vida”, assegura o psiquiatra Ramesh Manocha, da Sydney Medical School, na Austrália, pioneira numa recente pesquisa sobre meditação. “Torna-se fonte de paz interior e neutraliza as tensões da vida, aumentando a criatividade, a produtividade e a autossatisfação.” Em seus estudos, o médico encontrou uma relação direta entre a boa saúde e o estado de silêncio mental. Já se sabe que só a quietude leva a níveis profundos de autoconhecimento, permite a construção de sentimentos positivos e fortalece a autoestima.

Em alta num mundo tomado por ruídos de vários níveis, o silêncio já é considerado artigo de luxo. Em seu livro The World of Silence, de 1989, o filósofo suíço Max Picard advertiu que nada mudou tanto a natureza do homem quanto a perda do silêncio, uma lembrança fraca, como a privacidade e o mistério. Especialmente entre os moradores das grandes metrópoles, envolvidos não apenas pelo crescente barulho do trânsito como por aquele vindo dos aparelhos eletrônicos típicos da vida moderna.

“Não precisamos nos desconectar do mundo”, ensina a lama Sherab Drolma, do Khadro Ling, um dos mais respeitados templos budistas tibetanos do Brasil, situado no interior do Rio Grande do Sul. “Temos de manter a atenção, observar tudo ao redor, porém, jamais perder o contato consigo mesmo.” Isso significa criar uma relação diferente e inovadora com o universo exterior, muito mais aberta e flexível, na qual não se é dominado por sentimentos, julgamentos e preconceitos, apenas constata-se a existência deles. “Sem expectativas, entramos num estado de quietude que modifica a realidade, muitas vezes imprimindo nela uma leveza antes inexistente”, garante a religiosa.

Assim como o som, o ruído e os pensamentos, o silêncio é da natureza da mente. Todas as pessoas o reconhecem. Mas, entre tantos estímulos sonoros, quase não se respeitam os momentos de interrupção, imprescindíveis para uma vivência mais harmoniosa. A exemplo da música, a pausa existe para torná-la mais bela. “Nas composições pop e eletrônica, por exemplo, não há esse tempo precioso que faz o ouvinte ter uma apreciação mais qualitativa do som”, diz o violonista Fabio Ramazzina, do Quaternaglia Guitar Quartet, renomado grupo de música de câmara paulistano.

“Já as obras clássicas são permeadas por um tempo onde não acontece nada, mas contêm todas as possibilidades de notas musicais.” Não é fácil notar o nada, o vazio, a ausência de sons, segundo o músico, pois o silêncio absoluto só existe dentro de cada um. “O ritmo da vida contemporânea leva ao caminho inverso, aquele que não pressupõe paradas, como num texto construído sem vírgulas, parágrafos e pontos.” No cotidiano, Fabio sabe muito bem cultivar as pausas. Todos os dias, ele pratica 50 minutos de meditação, conforme prega o grupo de estudos filosóficos do qual faz parte há cerca de 25 anos. “Isso me ajuda inclusive a aperfeiçoar cada vez mais meu jeito de tocar o violão e a compor melhor”, revela o instrumentista.

Esse é apenas um dos exemplos conhecidos do valor do silêncio. O estado profundo de mansidão, porém, está na base de todas as religiões e na maioria das crenças como um instrumento valioso de aprimoramento do ser humano. Agora pare, respire sem pressa e resgate a serenidade que está no fundo do seu ser.

Com informações do site Casa Abril

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Deixar de fumar: conheça os prazeres e o bem-estar que você pode ter



O abandono do fumo traz mais do que benefícios fisiológicos, é possível ter bem-estar físico com essa tomada de decisão. Em comparação com aqueles que continuam a fumar, os vencedores são mais felizes e mais satisfeitos consigo próprios.

Os resultados se mostraram consistentes um ano depois e três anos depois que as pessoas abandonaram o vício. Nos dois períodos, os ex-fumantes se disseram mais satisfeitos com a própria vida, sentindo-se mais saudáveis.

Benefícios psicológicos

Não há dúvidas que deixar de fumar melhora a saúde e salva vidas. O que quase nunca é maximizados são os efeitos psicológicos e sobre a qualidade de vida dos ex-fumantes.

Pesquisas entre os fumantes mostram que eles acreditam que o cigarro lhes dá prazer e, portanto, deixá-lo poderia lhes trazer grandes doses de desprazer. Mas não foi isto o que revelou o estudo da equipe da Dra. Megan Piper, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Emoções positivas


Os autores avaliaram vários indicadores de qualidade de vida, emoções positivas e negativas, satisfação com os relacionamentos e ocorrência de fatores estressantes.

A pesquisa foi repetida um ano e três anos depois que os voluntários deixaram de fumar. Os resultados mostraram não apenas que deixar de fumar não traz sensações de desprazer, como também melhora sensações que vão dos relacionamentos à filosofia de vida.

Os indicadores que mostraram maior índice de melhoria foram qualidade de vida, melhor bem-estar relacionado à saúde física e emoções positivas.

Se você está desejando parar de fumar, esta pode não ser umas das coisas mais fáceis que você terá que fazer, mas será compensador. Boa sorte.


Com informações do site Diário da Saúde